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Ângela Guerra assinala Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres
A deputada foi oradora numa tertúlia organizada pela Câmara Municipal de Pinhel.
Para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que se evoca no dia 25 de novembro, a deputada Ângela Guerra participou numa tertúlia organizada pela Câmara Municipal de Pinhel.
A tertúlia, que decorreu no Auditório da Casa da Cultura de Pinhel, contou ainda com a participação da Sargento Cristina Vieira, Chefe do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas da Guarda e com moderação da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Daniela Capelo.
Perante uma plateia repleta, a parlamentar começou por sublinhar que a violência contra as mulheres e, em especial, a violência doméstica é uma das mais graves formas de violação dos direitos humanos. Contudo, adiantou, muitas das vítimas continuam a aceitá-la como um facto inevitável da vida e abstêm-se de denunciá-lo. “A violência contra as mulheres e a violência doméstica não são aceitáveis nem toleráveis. E, no entanto, uma em cada cinco mulheres na Europa é uma vítima passada, presente ou potencial de violência”.
Sublinhando que a violência pode também ser psicológica e consistir em abusos verbais, críticas, isolamento, ameaças, assédio e perseguição, a deputada recordou que os agressores e as vítimas provêm de todos os estratos sociais e frisou que “já não basta condenar tais comportamentos: devemos agir. A nossa responsabilidade enquanto cidadãos impõe que coloquemos um ponto final nestas violações dos direitos fundamentais”.
“A violência encontra-se profundamente enraizada na desigualdade social entre mulheres e homens e é perpetuada por uma cultura de intolerância e negação. É simultaneamente causa e consequência das relações de poder desequilibradas entre mulheres e homens na sociedade. A discriminação e as atitudes contra as mulheres que resultam deste desequilíbrio de poder fazem com que seja difícil para as mulheres afastarem-se de situações violentas. A violência que sofrem nem sempre é levada a sério pela comunidade ou pelas autoridades, o que as torna mais vulneráveis a novos atos de violência e até homicídio”.
Depois de abordar a temática da violência contra pessoas idosas, Ângela Guerra reconheceu que “a violência contra as mulheres e a violência doméstica são fenómenos complexos que exigem medidas abrangentes, tomadas por entidades diversas. A experiência tem vindo a mostrar que os resultados de sucesso estão diretamente ligados a entidades como a polícia, o setor judiciário, os serviços sociais e os serviços de saúde, ONG de mulheres, agências de proteção de menores e outros parceiros relevantes desenvolvam o seu trabalho em proximidade e de forma coordenada. Na luta contra a violência doméstica e de género Portugal tem sido reconhecido internacionalmente pelas suas boas práticas, concretizadas na promoção de políticas públicas sustentáveis e sustentadas, através das quais os sucessivos Governos têm vindo a implementar planos de ação nacionais”.
A terminar, a deputada social-democrata apresentou algumas adas ações de sensibilização/campanhas que foram feitas nos últimos anos, relevando que “é essencial consciencializar a opinião pública e levar a cabo campanhas sobre a violência contra as mulheres e a violência doméstica. Este tipo de iniciativas ajudam a informar o público e permitem às pessoas reconhecer as diferentes formas de violência, assim como fazerem a denúncia destas. Igualmente importante é a difusão de informação que permita às vítimas saber onde podem encontrar ajuda e que tipo de apoios se encontram disponíveis, tal como publicitar a linha de ajuda nacional para as vítimas de todas as formas de violência contra as mulheres”.

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