Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata
Facebook YouTube Sapo Vídeos Flickr instagram
Home Agenda Actualidade Deputados Direcção Galeria Contactos RSS
Plenário/Audiências/Comunicação Social/Comissões
Notícias/Plenário/Comissões
Por nome/Por comissão/Por círculo
Presidente/Direcção
Vídeos/Fotografias
OPINIÃO / “Coisas de criança”
“Não ligue, são coisas de criança”. Esta foi a resposta de um Director da Escola a uma mãe que se queixava das agressões de que o seu filho era vítima. Ao ver e ouvir isto num canal de TV senti uma raiva crescente. Não aceito, ninguém pode aceitar, esta ligeireza, esta desresponsabilização por parte de quem gere um espaço determinante na formação das gerações vindouras!
Emídio Guerreiro

Sejamos claros, o “bullying” não é de hoje e não se acaba por decreto. Mas não pode continuar a ser escondido e omitido. A Escola de hoje é muito diferente e mais complexa. As crianças e os jovens passam mais horas na escola. Juntam-se hoje, no mesmo espaço, crianças com 10 anos e jovens com 17, 18 anos (2º e 3º ciclo, respectivamente). E não podemos ignorar que o fecho das escolas das aldeias lançou crianças num meio diferente e sem qualquer estrutura de acompanhamento para a integração das mesmas.

Vencer o “bullying” não é fácil, mas não é, não pode ser impossível! Durante a discussão do actual Estatuto do Aluno, tive oportunidade de propor a criação de constituição de equipas multidisciplinares nos Agrupamentos de Escolas para, em articulação com os inúmeros organismos que existem fora da escola, pudessem ajudar a despistar situações de risco, acompanhar essas situações e promover soluções. Infelizmente, a maioria de então não aceitou esta proposta.

Temos de olhar de frente para o problema. Não podemos “fazer de conta”, “encolher os ombros” ou “assobiar para o lado”. Por isso, não entendo que, nos relatórios anuais da Escola Segura e do Observatório de Segurança em Meio Escolar, os dados referentes ao “bullying” não estejam diferenciados e estejam diluídos nos crimes de ofensas à integridade física. Esconder para quê? Para se combater esta “praga” não se pode escondê-la! Toda a comunidade escolar (com a família incluída) deve ser mobilizada para a sua identificação e acção correctiva. Os funcionários, os professores, os colegas e a família das vítimas devem saber ver os sinais que são evidentes: tristeza, desinteresse pela escola, perda de rendimento escolar, comportamentos de isolamento na escola, etc. E devem saber o que fazer e a quem recorrer para intervir. Os estudos dizem que apenas metade das vítimas apresenta queixa. É fundamental que as vítimas percebam que têm a quem recorrer, que podem partilhar a violência que sofrem, e para isso é determinante que os agressores sejam exemplarmente punidos. A família do agressor tem de ser envolvida no processo, de forma a se poder corrigir os comportamentos futuros pois, como diz o Secretário-Geral do Instituto de Apoio à Criança, Manuel Coutinho, “os agressores não desenvolveram valores e nem sempre têm consciência do que fazem aos outros”. A vítima e a sua família têm de ser apoiados e esse apoio tem de ser imediato quando se justifique.

Acredito que se não fugirmos às responsabilidades seremos capazes de reduzir os abusos. Para isso temos de agir de forma concertada, pois o “bullying” não é “coisa de crianças” mas sim um problema de todos nós!

Emídio Guerreiro

16-03-2010 Partilhar Recomendar
21-04-2020
Telescola deixa de fora alunos com necessidades específicas
    O PSD questionou o ministro da Educação sobre os apoios que estão a ser prestados no ensino à distância para alunos com necessidades específicas.
11-03-2020
Educação: governo deve avaliar a criação de um grupo de recrutamento da Intervenção Precoce
    Carla Madureira lembra que é ao governo que compete organizar os concursos de docentes.
05-03-2020
Grupo de Recrutamento nas áreas da Expressão Dramática e do Teatro não é prioritário para o Governo
    Gabriela Fonseca refere que esta postura do governo origina várias situações de precariedade.
28-02-2020
“O défice de qualificações da população é um problema que continua bem presente”
    Para Ofélia Ramos este é talvez o desafio mais estruturante e estratégico para o futuro do país.
14-02-2020
Carla Madureira: é preciso garantir mais justiça e equidade aos docentes contratados com horários incompletos
    A deputada entende que “é tempo de o governo assumir o compromisso de garantir um tratamento justo destes profissionais”.
13-02-2020
Regime de autonomia e gestão das escolas permitiu dar “um salto qualitativo do sistema educativo”
    António Cunha manifestou a oposição do PSD a um regresso a modelos de gestão e administração do século passado.
04-02-2020
PSD quer corrigir as injustiças na atribuição dos manuais escolares
    Cláudia André afirmou que os manuais escolares devem ser gratuitos para todos os alunos da escolaridade obrigatória ou para todas as famílias cujos rendimentos brutos anuais sejam inferiores a 40 000 euros.
04-02-2020
Ensino Superior: PSD apresenta medidas que visam garantir que a ação social chega a quem mais precisa
    Margarida Balseiro Lopes considera fundamental garantir que ninguém fica para trás.
09-01-2020
“Este é um Orçamento sem ambição, sem visão de futuro, sem estratégia, sem rumo e sem responsabilidade”
    Luís Leite Ramos fala numa “peça literária de pura ficção”.
19-12-2019
“A contabilização de todo o tempo congelado para efeitos de progressão é uma questão de elementar justiça”
    Luís Leite Ramos enfatizou que “a posição do PSD é a de sempre”.
Início Anterior Seguinte Último
Galeria Vídeos
Galeria Fotos
Intranet GPPSD
Dossiers Temáticos
Canal Parlamento
Agenda
14-07-2020 Comissões parlamentares
15-07-2020 Comissões parlamentares
16-07-2020 Comissões parlamentares
17-07-2020 Comissões parlamentares
22-07-2020 Sessão Plenária
23-07-2020 Sessão Plenária
24-07-2020 Comissões parlamentares
Newsletter
Submeta a sua Notícia
Links
Partido Social Democrata
Instituto Francisco Sá Carneiro
Grupo Europeu PSD
Juventude Social Democrata
Trabalhadores Social Democratas